sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

aos vinte e dois (pra vinte e três)

Dessa vez a organização de final de ano foi na casa que gosto de chamar de minha, ou nossa, já que somos eu e o Dudu, em São Paulo.

Não encontrei as velhas agendas de quando criança, mas me emocionei quase do mesmo jeito depois de ver as contas do ano organizadas mês a mês, os documentos da firma, do aluguel do apartamento; o armário com as prateleiras medidas, escolhidas e compradas por mim; a diminuição do aumento da quantidade de coisas - medida que tenho assumido com todas as forças - , tudo isso limpo e organizado como se não houvesse nada pendente (exceto a impossível carteira de motorista, ok, um dia eu chego lá).

Para quem ouve a vida inteira que o casamento é uma merda (podem argumentar que ainda estou no primeiro ano, a "parte boa"), ou estou vivendo um tipo de conto de fadas ou fiquei louca.
Tudo bem que tive a sorte incrível de conhecer um cara incrível, mas é preciso coragem e vontade de viver com uma pessoa só e sempre pra que o negócio dê certo. Ver o amor aumentar junto com a intimidade é a equação dos sonhos. Somos ajudados pelas saudades constantes, já que o nosso querido mercado cinematográfico/publicitário adora dar a minha folga no dia do trabalho dele e vice-versa, ou o meu filme em São Paulo quando ele está no Pará. Mas tudo bem, ces't la vie que escolhemos e agradecemos a cada diária.

O melhor de passar 35 dias na Europa, além do óbvio, foi chegar, não no Brasil, mas na nossa casa. E sentir tantas saudades um do outro no único dia em que nos perdemos (no labirinto de Veneza, claro).

Da viagem e do nosso sensacional encontro (não é todo dia que casamentos dão certo por aí) nasceu uma exposição-relâmpago que vamos realizar no dia 16 de dezembro, quarta-feira, no Rio, junto com a querida amiga-estilista Gabriella Marra.


E que venha 2010 por aí.

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